DISCUSSÃO E RESULTADO
Pesquisa de campo: Numa análise geral da parte
socioeconômica 71% das 69 pessoas entrevistadas moram com uma, duas ou três
pessoas, também vale salientar que 67% recebem menos de três salários mínimos
ou estão desempregadas e 49% tem o nível de escolaridade ensino médio
completo/incompleto, podemos então afirmar que a grande maioria das pessoas
entrevistadas não moram sozinhas, de acordo com o definido pelo governo no
começo do ano de 2012: classe média é quem vive em famílias com renda per
capita de R$ 291 a R$ 1.019, então podemos falar que esta maioria tende a estar
na classe média ou abaixo dela, se provável que este resultado esteja ocorrido
pelo fato de a metade ter o ensino médio completo/incompleto.
Partindo para a análise voltada para o projeto em si,
abordando as perguntas sobre a preferência por alimentos orgânicos, desperdício
e a mensuração deste desperdício, percebemos um nivelamento pela metade.
Ademais de todo alimento comprado, aproximadamente 54% de 69 entrevistados
desperdiçam seus produtos, desses 49% dos alimentos adquiridos pela amostra; 39
pessoas entrevistadas jogam seus produtos no lixo. A proposta da pesquisa teve
uma excelente aceitação, na qual 77% responderam que aceitaria participar do
projeto, os outros recusaram pela demanda de esforço para e falta de tempo para
cultivar, notável esta postura perante a agitação da vida urbana. É de
conhecimento de grande parte da população a existência de alimentos orgânicos
averiguou os dados coletados na pesquisa e observamos que 54% a 56% dos entrevistados
independente da renda conhecem e consome alimentos orgânicos e a cerca da
metade deste mesmo contingente procura comprar somente o que consome assim
evitando desperdícios. Abordando o lado da quantidade de pessoas que moram na
residência nota que ainda existe muito desperdício, tal qual metade dos
entrevistados não aproveita todo alimento disponível para consumo. As pessoas
com maior grau de escolaridade se propuseram a disposição para ajudar no
projeto, mesmo que cerca da metade destes entrevistados ainda não tem a
sabedoria e amadurecimento de como evitar o desperdício.
Agricultura urbana coletiva: É
notável que os indivíduos vêm
desfrutando cada vez menos de tempo livre e de lazer, ao contrário do que se
esperava com a aplicação das tecnologias, que hoje, permitem às pessoas
inúmeras facilidades de redução do trabalho manual, deslocamento para o local
do trabalho e de comunicação. Parece que estamos sendo tragados pela urgência
que estas mesmas facilidades estão gerando, como um efeito colateral não
desejado. E por este motivo encontramos dificuldades na organização e
manutenção das hortas, na qual a agitação do dia-a-dia faz com que as pessoas
esqueçam de regar as plantas no tempo determinado, sendo que a solução para
este projeto poderia ser a criação de um aplicativo ou colocando no despertador
do celular esta notificação, parece óbvia mas foi uma pratica recorrente. Pelo
lado financeiro, pode-se notar a economia na feira da semana, pois pulamos o
intermediário, e os alimentos cultivados no projeto são orgânicos tornando a
alimentação com maior teor de nutrientes.
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