quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Monografia parte 2 - Agricultura

AGRICULTURA


A agricultura é a lavoura ou cultivo da terra, incluindo todos os trabalhos relacionados com o tratamento do solo e plantação. As atividades agrícolas destinam-se à produção de alimentos e à obtenção de verduras, legumes, frutas e cereais. Muitas matérias-primas, para as indústrias, são obtidas através da produção agrícola.
Há várias teorias do surgimento da agricultura e uma delas diz que a cerca de dez mil anos atrás as primeiras lavouras estavam sendo semeadas. Nossos ancestrais, na transição do período paleolítico (idade da pedra) para o neolítico (idade da pedra lascada) começaram a prestar atenção em alguns grãos que, coletados com o intuito de alimentar, podiam ser replantados e assim gerariam uma nova planta da que lhe deu origem. Isso contribuiu para que eles deixassem de ser nômades, já que teriam que ficar fixos em um local para cuidar das suas plantações, para a formação de comunidades e para a origem de ritos e religiões. Nessa época eles também começaram a domesticar animais.
No fim do período neolítico, chamada idade dos metais, através dos domínios das técnicas de fundição, o homem teve condições para criar instrumentos mais eficazes para o cultivo agrícola, como a força animal no arado, e a derrubada de florestas. O domínio dos metais também teve muita influência nas disputas por territórios mais férteis. Até a queda do império romano no ocidente, eles já haviam começado a se especializar e a escravizar pessoas, isso fez com que a desigualdade social começasse. Nessa época não havia problemas ambientais aparentes, por causa da vastidão de terras.
Na idade média, que foi marcada pela fé em Deus, o controle da Igreja Católica, e pelo nascimento do feudalismo. Começaram a perceber que o solo ficava muito enfraquecido após plantar muitas vezes no mesmo local, e assim se iniciou a rotação de culturas, os escravos foram "trocados" por servos, que não podiam abandonar as terras que estavam cultivando, ganhando uma parcela do que produziam. Agora as terras haviam virado mercadorias e começou a ter índices significativos de desmatamento pela Europa.
A agricultura na idade contemporânea, conhecida também como agricultura convencional, é aquela que conhecemos hoje em dia, com maquinas, vários estudos voltados para o solo, com cada vez mais profissionais se voltando para essa área e sendo um dos investimentos que mais gera lucro hoje em dia. Mas causando grandes impactos ambientais.
A história da agricultura brasileira confunde-se com a história do próprio país, pelo menos até a segunda metade do século XIX. Tudo começa no período pré cabralino, que seria uma "pré história brasileira", foi registrado que os tupis-guaranis praticavam a agricultura com plantações de batata-doce, milho, pacova, abacaxi e mandioca, seus métodos eram bem rudimentares, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio), eles plantavam para suprir as necessidades da sua aldeia, sendo assim uma  agricultura de subsistência.
Com a chegada dos portugueses no Brasil, no século XVI, os jesuítas começaram a introduzir produtos de outras colônias portuguesas nos cultivos dos nativos. Assim descobririam qual era o produto que daria bem nas terras brasileiras, com isso a cana-de-açúcar foi introduzida na Zona da Mata Nordestina e no Agreste, devido as condições climáticas e o tipo de solo. A cana teve seu declínio no século XVIII, com o surgimento do açúcar de beterraba e a formação de conhecimentos e técnicas de produção da cana-de-açúcar pelos holandeses, que começaram seus cultivos nas Antilhas, o que rendeu mais renda a eles que aos brasileiros.
 Ainda no século XVIII com a mineração e o início da plantação de café, que século depois viraria o principal produto brasileiro, nessa época os outros vegetais começaram a ganhar destaque. Muitos engenhos são abandonados e a mão de obra que trabalhava nos canavieiros passa a trabalhar agora no cultivo do café. A cafeicultura no Brasil representou uma nova fase econômica, o que fez os grandes senhores acumularem fortunas e influenciou fortemente a política do país na época. Seu declínio foi por volta de 1902, quando a crise atingiu seu ponto culminante, o país produzira mais de 16 milhões de sacas de café mas a venda não ultrapassava os 15 milhões, fazendo com que o preço do café caísse.
O Vale do Paraíba, entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, foi marcado por grandes fazendas de café. A região era bastante apropriada para a cafeicultura pois era abundante em terras virgens e tinha um clima favorável. O cultivo nessa época era feito através do uso extensivo do solo, ou seja, só trocavam a região do plantio quando o solo já estava desgastado demais para se plantar o café, deixando-os assim para pequenas plantações. Os instrumentos utilizados eram praticamente apenas a foice e a enxada, os escravos colhiam o café manualmente. O transporte também era bastante precário, sendo realizados em tropas de burros, somente com o sucesso do café o governo investiu na criação de ferrovias. Por volta de 1850, a cafeicultura atingiu seu auge e Vassouras foi considerada a "capital do café".

Após a queda do café a região começou a se voltar para a produção de leite. Hoje em dia os produtos que mais ganham destaque são: o café, plantado no interior de Minas Gerais, a laranja, plantada no estado de São Paulo, que corresponde a 80% da produção nacional, a cana-de-açúcar, na Zona da Mata mineira, Baixada Fluminense e no estado de São Paulo, e várias outras frutas. Além desses produtos a agricultura do sudeste também é forte na produção de milho, de algodão, arroz e amendoim.

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