AGRICULTURA
A agricultura é a lavoura ou cultivo da terra, incluindo
todos os trabalhos relacionados com o tratamento do solo e plantação. As atividades
agrícolas destinam-se à produção de alimentos e à obtenção de verduras,
legumes, frutas e cereais. Muitas matérias-primas, para as indústrias, são
obtidas através da produção agrícola.
Há várias teorias do surgimento da agricultura e uma delas diz
que a cerca de dez mil
anos atrás as primeiras lavouras estavam sendo semeadas. Nossos ancestrais, na
transição do período paleolítico (idade da pedra) para o neolítico (idade da
pedra lascada) começaram a prestar atenção em
alguns grãos que, coletados com o intuito de alimentar, podiam ser replantados
e assim gerariam uma nova planta da que lhe deu origem. Isso contribuiu para
que eles deixassem de ser nômades, já que teriam que ficar fixos em um local
para cuidar das suas plantações, para a formação de comunidades e para a origem
de ritos e religiões. Nessa época eles também começaram a domesticar animais.
No fim do período neolítico, chamada idade dos metais,
através dos domínios das técnicas de fundição, o homem teve condições para
criar instrumentos mais eficazes para o cultivo agrícola, como a força animal
no arado, e a derrubada de florestas. O domínio dos metais também teve muita
influência nas disputas por territórios mais férteis. Até a queda do império
romano no ocidente, eles já haviam começado a se especializar e a escravizar
pessoas, isso fez com que a desigualdade social começasse. Nessa época não
havia problemas ambientais aparentes, por causa da vastidão de terras.
Na idade média, que foi marcada pela fé em Deus, o controle
da Igreja Católica, e pelo nascimento do feudalismo. Começaram a perceber que o
solo ficava muito enfraquecido após plantar muitas vezes no mesmo local, e
assim se iniciou a rotação de culturas, os escravos foram "trocados"
por servos, que não podiam abandonar as terras que estavam cultivando, ganhando
uma parcela do que produziam. Agora as terras haviam virado mercadorias e
começou a ter índices significativos de desmatamento pela Europa.
A agricultura na idade contemporânea, conhecida também como
agricultura convencional, é aquela que conhecemos hoje em dia, com maquinas,
vários estudos voltados para o solo, com cada vez mais profissionais se
voltando para essa área e sendo um dos investimentos que mais gera lucro hoje
em dia. Mas causando grandes impactos ambientais.
A história da agricultura brasileira confunde-se com a
história do próprio país, pelo menos até a segunda metade do século XIX. Tudo
começa no período pré cabralino, que seria uma
"pré história brasileira", foi registrado que os tupis-guaranis
praticavam a agricultura com plantações de batata-doce, milho, pacova, abacaxi
e mandioca, seus métodos eram bem rudimentares, pois utilizavam a técnica da
coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio), eles
plantavam para suprir as necessidades da sua aldeia, sendo assim uma agricultura de subsistência.
Com a chegada dos portugueses no Brasil, no século XVI, os
jesuítas começaram a introduzir produtos de outras colônias portuguesas nos cultivos dos nativos. Assim
descobririam qual era o produto que daria bem nas terras brasileiras, com isso
a cana-de-açúcar foi introduzida na Zona da Mata Nordestina e no Agreste,
devido as condições climáticas e o tipo de solo. A cana teve seu declínio no
século XVIII, com o surgimento do açúcar de beterraba e a formação de
conhecimentos e técnicas de produção da cana-de-açúcar pelos holandeses, que
começaram seus cultivos nas Antilhas, o que rendeu mais renda a eles que aos
brasileiros.
Ainda no século XVIII
com a mineração e o início da plantação de
café, que século depois viraria o principal produto brasileiro, nessa época os
outros vegetais começaram a ganhar destaque. Muitos engenhos são abandonados e
a mão de obra que trabalhava nos canavieiros passa a trabalhar agora no cultivo
do café. A cafeicultura no Brasil representou
uma nova fase econômica, o que fez os grandes senhores acumularem fortunas e
influenciou fortemente a política do país na época. Seu declínio foi por volta de 1902, quando a crise atingiu seu ponto
culminante, o país produzira mais de 16 milhões de sacas de café mas a venda
não ultrapassava os 15 milhões, fazendo com que o preço do café caísse.
O Vale do Paraíba, entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e São
Paulo, foi marcado por grandes fazendas de café. A região era bastante apropriada para a cafeicultura
pois era abundante em terras virgens e tinha um clima favorável. O cultivo
nessa época era feito através do uso extensivo
do solo, ou seja, só trocavam a região do plantio quando o solo já estava
desgastado demais para se plantar o café, deixando-os assim para pequenas
plantações. Os instrumentos utilizados eram praticamente apenas a foice e a
enxada, os escravos colhiam o café manualmente. O transporte também era
bastante precário, sendo realizados em tropas de burros, somente com o sucesso
do café o governo investiu na criação de ferrovias. Por volta de 1850, a
cafeicultura atingiu seu auge e Vassouras foi considerada a "capital do
café".
Após a queda do café a região começou a se voltar para a
produção de leite. Hoje em dia os produtos que mais ganham destaque são: o
café, plantado no interior de Minas Gerais, a laranja, plantada no estado de
São Paulo, que corresponde a 80% da produção nacional, a cana-de-açúcar, na
Zona da Mata mineira, Baixada Fluminense e no estado de São Paulo, e várias
outras frutas. Além desses produtos a agricultura do sudeste também é forte na produção de milho, de algodão, arroz e
amendoim.
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