quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Monografia parte 6 - Fome

FOME


Diariamente o mundo produz quantidade suficiente de comida para alimentar toda sua população, mas a fome mata anualmente 12,9 milhões de crianças no Brasil e uma pessoa a cada 3,5 segundos por todo o planeta. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) estima-se que existam hoje 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo, quando existe também 1 bilhão de adultos com sobrepeso. No Brasil, cerca de 32 milhões de pessoas passam fome e mais de 65 milhões não consomem a quantidade certa de calorias diárias, o que quer dizer que se alimentam de maneira precária.
Ninguém sabe exatamente como acabar com a fome no mundo, mas existem teorias, uma delas seria a redução com gastos militares, o que resultaria em 1,6 trilhão de dólares por ano. Esse dinheiro é suficiente não só para acabar com a fome do mundo mas também para reconstruir áreas cultiváveis degradadas. Porém, hoje em dia, os países estão investindo cada vez mais em seus exércitos para manter a segurança da sua nação. Outra teoria seria eliminar o consumo e a produção de drogas, bebidas alcoólicas, os jogos de azar e cassinos, pois essas atividades geram trilhões de dólares, um dinheiro que seria mais que suficiente para acabar com a fome, a pobreza extrema, além de evitar muitas mortes por overdose, cirrose, entre outros. O único problema é que não vivemos em um mundo utópico, onde podemos fazer todos escolherem o que é certo. Talvez a solução mais viável não seja acabar com os exércitos mundiais ou decidir a vida das pessoas, se pararmos para pensar que parte de todos os alimentos produzidos são desperdiçados, seja na hora do plantio ou até mesmo no supermercado, podemos perceber que não é necessário ideias mirabolantes para amenizar a fome mundial.
Em todas as etapas os alimentos são desperdiçados, só o Brasil joga fora 64% de tudo que planta, o que corresponde a 70 mil toneladas de comida no lixo, isso já poderia acabar com a fome da América Latina. Pesquisas dizem que, por ano, uma família de classe média joga no lixo, 182,5 quilos de comida, o que seria suficiente para alimentar  uma criança por seis meses. O desperdício de comida é ainda mais comum em casas onde moram 2 pessoas, pois muita comida estraga antes de ser consumida. A média anual de uma pessoa sozinha é de 560 quilos de comida, um casal sem filhos tem o gasto per capita de 509 quilos, já uma família com 2 filhos gasta 360 quilos por ano. Isso acontece pois as industrias não estão focando muito no que chamam de "mercado single", que são pessoas que moram sozinhas e não necessitam de um pacote com tantos alimentos, o que muitas vezes faz com que o desperdício aumente. Na época de inflação alta as pessoas faziam a "compra do mês" o que contribuía muito para o desperdício, mas hoje em dia já dá para comprar a cada três dias, o que significa comprar menos e com isso menos perigo do alimento estragar na sua casa. Outra coisa que é necessário é que as pessoas tenham consciência de como escolher seus alimentos, sabemos que para pegar dois tomates as pessoas apertam uns dez, oito tomates que outras pessoas consideram "feios" por estarem amassados, oito tomates que no fim da semana o mercado é obrigado a jogar fora por ninguém querer compra-los. Por mês um hipermercado joga fora duas toneladas de alimentos bons para consumo, mas que são julgados ruins para a venda, nas feiras de São Paulo são desperdiçados, em média, uma tonelada por dia.
Para tentar amenizar o problema da sobra de comida de uma lado e da falta dela de outro foram criadas muitas ONGs, uma delas é a Banco de Alimentos que com apenas quatro veículos conseguia recolher 44 toneladas de comida por mês, os alimentos eram obtidos em sacolões, padarias e supermercados, que eram suficientes para alimentar 22 mil pessoas por dia, mas hoje, a pessoa ou empresa que doar  alimentos, mesmo estando boa para consumo pode responder criminalmente caso a comida faça mal a quem recebeu, o que faz com que as empresas não queiram mais doar. O governo, visando essas ONGs que conseguiam alimentar a população carente, criou uma lei, apelidada de "Estatuto do Bom Samaritano", ela diz que o doador não tem responsabilidade se houver problemas de saúde por causa da ingestão do alimento, caso prove que não agiu de má-fé e que seguiu os procedimentos de higiene exigidos. O problema é que boa parte do desperdício no país não pode ser evitado pelos consumidores ou comerciantes.


Nenhum comentário:

Postar um comentário