quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Monografia parte 5 - Permacultura

PERMACULTURA


A Permacultura foi criada na década de 70 por dois ecologistas australianos (Bill Mollison e David Holmgren), baseando-se no modo de vida integrado à natureza das comunidades. Ela consiste no planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis, unindo práticas ancestrais aos modernos conhecimentos das áreas, principalmente, de ciências agrárias, engenharias, arquitetura e ciências sociais, todas abordadas sob a ótica da ecologia. Resumindo, a Permacultura é trabalhar com a natureza, e não contra ela. É olhar os sistemas em todas as suas funções ao invés de tirar apenas um fruto deles, e de permitir que os sistemas demonstrem sua própria evolução. Ela aproveita todos os recursos disponíveis, e faz uso da maior quantidade de funções possíveis de se aproveitar de cada elemento presente na composição natural do espaço. Mesmo os excedentes e dejetos produzidos por plantas, animais e atividades humanas são utilizados para beneficiar outras partes do sistema.

Um dos objetivos da Permacultura é manter a diversidade, a resistência, e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente, e ao mesmo tempo combater o desperdício. Em 1996, uma nova onda de cursos apareceu no Brasil, desta vez no Estado do Amazonas. Depois desta data, o país já tinha um “corpo” de Permacultores e alguns institutos capacitados na aplicação deste sistema. Foi criada também a Rede Brasileira de Permacultura (uma rede de institutos) e mais a frente a Rede Permear (uma rede de permacultores). Hoje no país são formados cerca de 300 permacultores por ano e boa parte deles está atuando em sítios, área urbanas, comunidades, institutos, redes etc. 

Monografia parte 4 - Agricultura Organica

AGRICULTURA ORGÂNICA


A agricultura orgânica é uma prática agrícola que adota técnicas específicas, tendo por objetivo: a sustentabilidade econômica ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não renovável, empregando métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente. É provável que a história da agricultura orgânica tenha tido seu início na década de 20, relatada em um livro chamado: “Um testamento agrícola” de 1940, escrito pelo trabalho do pesquisador inglês Albert Howard, que, em viagem à Índia, observou as práticas agrícolas de compostagem e adubação orgânica, utilizadas pelos camponeses daquele local.
O principal objetivo da agricultura orgânica é preservar a saúde do meio ambiente, os ciclos, as atividades biológicas do solo e a biodiversidade. Assim, apesar do termo Agricultura Orgânica, frequentemente, assumir uma dimensão bastante estreita, atendendo meramente aos interesses comerciais, garantindo ao consumidor um processo que não utilizam agroquímicos, restringe a utilização de adubos químicos e que promove conservação dos recursos naturais, a Agricultura Orgânica na Europa se caracterizou como um movimento que partiu do consumidor, refletindo mais ambições individuais, relacionadas à saúde e ao bem-estar, o percurso seguido pela agricultura orgânica brasileira é sensivelmente diferente, a qual se apresenta mais como  uma alternativa social global, do que como uma simples alternativa técnica, predominando a compreensão de que a agricultura orgânica está vinculada à agricultura familiar, conservando a dimensão ética defendida pela agroecologia. A partir das décadas de oitenta e noventa, as organizações ligadas à produção orgânica se multiplicaram, cresceu o numero de produtores e a produção se expandiu em quantidade, diversidade e qualidade. Atualmente, existem 19 certificadoras operando com sede no Brasil, sendo que algumas já possuem reconhecimento internacional para os diferentes países e blocos econômicos. Parte dessas certificadoras são organizações de grande importância para o movimento orgânico nacional.

As técnicas utilizadas para preparar o solo na agricultura orgânica, são bem parecidas com as da agricultura familiar (métodos tradicionais) como: adubação orgânica com uso de compostagem da matéria orgânica, minhocultura (geradora de húmus com diferentes graus de fertilidade), manejo da vegetação nativa, como cobertura morta e rotação de culturas, uso racional da água de irrigação seja por gotejamento ou demais técnicas econômicas de água contextualizadas na realidade local, controle da luminosidade, temperatura, umidade, e pluviosidade.

Monografia parte 3 - Agricultura Convencional

AGRICULTURA CONVENCIONAL


A Agricultura convencional ou "moderna" é caracterizada pelo uso de técnicas tradicionais de preparo do solo e de controle fitossanitário (controle de pragas e doenças). Ela surgiu em meados do século XIX, época conhecida também como 2º revolução agrícola. Muitos dizem que essa agricultura se opõe a agricultura orgânica, já que ela visa, acima de tudo, a produção, deixando de lado a qualquer preocupação com o meio ambiente e a qualidade nutricional dos alimentos.
Seu sistema de monocultura favorece o aparecimento de pragas, doenças e ervas daninhas, fazendo com que o agricultor tenha que usar agroquímicos para poder produzir, tornando-as resistentes a eliminação de seus inimigos naturais. Sem contar que esse sistema de monoculturas, conhecido também por plantation, faz o solo perder a fertilidade rapidamente, pois facilita a erosão, reduz  atividade biológica e alguns nutrientes. Vários tipos de fertilizantes químicos são violentos acidificadores e biocidas, ou seja, produtos que destroem a microvida presente no solo.
A utilização de adubos químicos, dos defensivos agrícolas e das sementes modificadas geneticamente, formam um circulo vicioso. As sementes "melhoradas" necessitam de mais adubação para se desenvolverem. A utilização do adubo torna as plantas mais fracas e assim mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças. O que faz usar mais e mais adubos para manter o nível desejável da produção. Existem padrões de saúde para o uso de agroquímicos, mas segundo a ANVISA nem todos os produtores respeitam isso, fazendo com que as pessoas tenham que consumir produtos "infectados", o que pode vir a gerar doenças e até interferir no desenvolvimento normal das crianças. O que faz com que as pessoas optem por alimentos orgânicos.


Monografia parte 2 - Agricultura

AGRICULTURA


A agricultura é a lavoura ou cultivo da terra, incluindo todos os trabalhos relacionados com o tratamento do solo e plantação. As atividades agrícolas destinam-se à produção de alimentos e à obtenção de verduras, legumes, frutas e cereais. Muitas matérias-primas, para as indústrias, são obtidas através da produção agrícola.
Há várias teorias do surgimento da agricultura e uma delas diz que a cerca de dez mil anos atrás as primeiras lavouras estavam sendo semeadas. Nossos ancestrais, na transição do período paleolítico (idade da pedra) para o neolítico (idade da pedra lascada) começaram a prestar atenção em alguns grãos que, coletados com o intuito de alimentar, podiam ser replantados e assim gerariam uma nova planta da que lhe deu origem. Isso contribuiu para que eles deixassem de ser nômades, já que teriam que ficar fixos em um local para cuidar das suas plantações, para a formação de comunidades e para a origem de ritos e religiões. Nessa época eles também começaram a domesticar animais.
No fim do período neolítico, chamada idade dos metais, através dos domínios das técnicas de fundição, o homem teve condições para criar instrumentos mais eficazes para o cultivo agrícola, como a força animal no arado, e a derrubada de florestas. O domínio dos metais também teve muita influência nas disputas por territórios mais férteis. Até a queda do império romano no ocidente, eles já haviam começado a se especializar e a escravizar pessoas, isso fez com que a desigualdade social começasse. Nessa época não havia problemas ambientais aparentes, por causa da vastidão de terras.
Na idade média, que foi marcada pela fé em Deus, o controle da Igreja Católica, e pelo nascimento do feudalismo. Começaram a perceber que o solo ficava muito enfraquecido após plantar muitas vezes no mesmo local, e assim se iniciou a rotação de culturas, os escravos foram "trocados" por servos, que não podiam abandonar as terras que estavam cultivando, ganhando uma parcela do que produziam. Agora as terras haviam virado mercadorias e começou a ter índices significativos de desmatamento pela Europa.
A agricultura na idade contemporânea, conhecida também como agricultura convencional, é aquela que conhecemos hoje em dia, com maquinas, vários estudos voltados para o solo, com cada vez mais profissionais se voltando para essa área e sendo um dos investimentos que mais gera lucro hoje em dia. Mas causando grandes impactos ambientais.
A história da agricultura brasileira confunde-se com a história do próprio país, pelo menos até a segunda metade do século XIX. Tudo começa no período pré cabralino, que seria uma "pré história brasileira", foi registrado que os tupis-guaranis praticavam a agricultura com plantações de batata-doce, milho, pacova, abacaxi e mandioca, seus métodos eram bem rudimentares, pois utilizavam a técnica da coivara (derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio), eles plantavam para suprir as necessidades da sua aldeia, sendo assim uma  agricultura de subsistência.
Com a chegada dos portugueses no Brasil, no século XVI, os jesuítas começaram a introduzir produtos de outras colônias portuguesas nos cultivos dos nativos. Assim descobririam qual era o produto que daria bem nas terras brasileiras, com isso a cana-de-açúcar foi introduzida na Zona da Mata Nordestina e no Agreste, devido as condições climáticas e o tipo de solo. A cana teve seu declínio no século XVIII, com o surgimento do açúcar de beterraba e a formação de conhecimentos e técnicas de produção da cana-de-açúcar pelos holandeses, que começaram seus cultivos nas Antilhas, o que rendeu mais renda a eles que aos brasileiros.
 Ainda no século XVIII com a mineração e o início da plantação de café, que século depois viraria o principal produto brasileiro, nessa época os outros vegetais começaram a ganhar destaque. Muitos engenhos são abandonados e a mão de obra que trabalhava nos canavieiros passa a trabalhar agora no cultivo do café. A cafeicultura no Brasil representou uma nova fase econômica, o que fez os grandes senhores acumularem fortunas e influenciou fortemente a política do país na época. Seu declínio foi por volta de 1902, quando a crise atingiu seu ponto culminante, o país produzira mais de 16 milhões de sacas de café mas a venda não ultrapassava os 15 milhões, fazendo com que o preço do café caísse.
O Vale do Paraíba, entre Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, foi marcado por grandes fazendas de café. A região era bastante apropriada para a cafeicultura pois era abundante em terras virgens e tinha um clima favorável. O cultivo nessa época era feito através do uso extensivo do solo, ou seja, só trocavam a região do plantio quando o solo já estava desgastado demais para se plantar o café, deixando-os assim para pequenas plantações. Os instrumentos utilizados eram praticamente apenas a foice e a enxada, os escravos colhiam o café manualmente. O transporte também era bastante precário, sendo realizados em tropas de burros, somente com o sucesso do café o governo investiu na criação de ferrovias. Por volta de 1850, a cafeicultura atingiu seu auge e Vassouras foi considerada a "capital do café".

Após a queda do café a região começou a se voltar para a produção de leite. Hoje em dia os produtos que mais ganham destaque são: o café, plantado no interior de Minas Gerais, a laranja, plantada no estado de São Paulo, que corresponde a 80% da produção nacional, a cana-de-açúcar, na Zona da Mata mineira, Baixada Fluminense e no estado de São Paulo, e várias outras frutas. Além desses produtos a agricultura do sudeste também é forte na produção de milho, de algodão, arroz e amendoim.

Monografia parte 1 - Objetivo

OBJETIVO


Objetivo Geral: 
O objetivo do trabalho é conscientizar as pessoas, implantando a agricultura urbana coletiva, devido ao imenso desperdício não só de alimentos, mas também toda a água envolvida na produção do mesmo. E diferente da ideia original, está voltada para as pessoas que não tem muito espaço e ao desenvolvimento das cidades, que em sua maioria é um crescimento mais vertical (prédios) que horizontal (casas).

Objetivos específicos:
·          Eliminar o desperdício implantando a agricultura urbana coletiva na vida das pessoas;
·          Conscientizar a população que os alimentos orgânicos são mais saudáveis do que os cultivados com agroquímicos;
·          Demonstrar que a agricultura urbana coletiva proporciona ao ambiente domiciliar uma melhoria no que se refere a conforto térmico;
·          Contribuir para redução das despesas domiciliares;
·          favorecer o relacionamento interpessoal entre vizinhos;


Flash Lego App

Foi criado um aplicativo para auxiliar às pessoas que optarem por esse novo conceito de vida (Agricultura Urbana Coletiva), de forma inovadora e de fácil acesso. Tal aplicativo tem como objetivo ensinar como plantar diversos vegetais em casa, sem o uso de agroquímicos e evitando o desperdício. A interface do aplicativo é temática, simples e ao mesmo tempo eficiente. Esse aplicativo é compatível com plataformas Android, IOS e Windows Phone.






segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pesquisa de Campo II

Para termos uma noção de quantas pessoas aproximadamente concordariam com uma nova ideia de adquirir produtos orgânicos, que seriam "fabricados" em suas próprias casas. Para isso fizemos uma pesquisa com pessoas que moram em apartamentos ou tem pouco espaço em casa.
Com isso podemos observar que realmente o desperdício está muito presente na vida das pessoas, mais da metade dos entrevistados utiliza somente 30% daquilo que consomem. Cerca de 77% das pessoas aceitaram participar do projeto, porém, a "desculpa" dos que não aceitaram foi a falta de tempo, devido a "correria" do dia a dia.
Os resultados foram satisfatórios para nós, já que a maioria participaria do projeto.




Aluno: Rafael Amorin
Entrevistados: Professor Thiago Rodrigues e Pedro Paulo Fressati